Estresse, aspectos sociais e biopsicológicos. Revista de Psicofisiologia, volume 3, números 1 e 2, 1999. Orientador Professor: Fernando Pimentel Souza. Alunos: Christiane Catherine de Paula, Cristiane Braga Oliveira, Dinazilda Cunha de Oliveira, Maria Imaculada Magalhães Cunha, Marlene Batista da Cunha, Meire Regina Figueiredo, Silvia Raquel de Oliveira, Sueli Rodrigues Burgarelli e Vanilza Aparecida de Oliveira.
1) Considerações sobre o estresse
A sensação de estresse pode ser aquela impressão que às vezes temos de nervosismo, irritação, agitação, fadiga ou doença. É nítida sua presença quando sentimos e experimentamos desgaste e cansaço cronicamente.
O estresse não é necessariamente uma alteração mórbida; a vida diária não implica necessariamente em um desgaste na maquinaria do corpo. A mãe que se preocupa com o filho, o jogador de futebol que luta por um gol, o torcedor que se agita na arquibancada, o mendigo que perambula para matar a fome, o aluno que enfrenta provas, o pequeno e o médio comerciante que tentam sobreviver em um mercado competitivo, a criança curiosa que se queima no fogo, o rapaz ousado que se fere numa briga; todos estão sob estresse, uns mais, outros menos.
Há quase 50 anos atrás descobriu-se que o estresse produz certas modificações na estrutura e na composição química do corpo. Algumas delas são reações de adaptação do corpo, seu mecanismo de defesa contra o ataque, outras apresentam sintomas de lesão no organismo. Em que se diferem?
O homem, quando se sente ameaçado ou em perigo, desenvolve uma série de reações cognitivas, sensório-perceptivas e neurovegetativas como mecanismos de proteção, que o prepara para a luta ou para a fuga. O estresse aí é natural e, de uma certa forma, pode contribuir para a preservação da vida, se o equilíbrio for restaurado logo.
Por outro lado, o homem hoje se encontra cada vez mais exposto a estímulos complexos, impostos pela forma de organização da sociedade atual. Ao mesmo tempo, aparecem, como por exemplo, o uso de estimuladores, o cigarro e o barulho; a ocorrência de ameaçadores e de punitivos, como a competição, a ameaça do desemprego, a busca desenfreada por produtividade, de inovação tecnológica e da violência, ultrapassando o limite do aceitável. Assim o estresse torna-se cada vez mais permanente, aumentando sua intensidade e frequência; consequentemente, o organismo pode se enfraquecer persistentemente, podendo até entrar em colapso. É a cronificação do estresse.
O estresse é conceituado na ciência como o grau de desgaste do corpo em função da adaptação necessária para reagir àquele meio. O conjunto de modificações na estrutura e na composição química do corpo denomina-se síndrome de adaptação geral (SAG) ou síndrome do estresse. Ela se desenvolve em três fases: reação de alarme; fase de resistência; fase de exaustão.
Partindo da conceituação de estresse como sendo um processo resultante do desequilíbrio dinâmico entre pessoa e meio ambiente, objetivando caracterizar fatores pessoais e situacionais que predispõem sua potencialização. SAMULSKI (1996) estuda o estresse em três concepções. Contudo, é importante salientar que esta divisão, que veremos a seguir, é esquemática, pois os processos biológicos, psicológicos e sociais
apresentam uma interação recíproca.
2) REAÇÕES BIOLÓGICAS
Quando se enfoca o organismo e suas reações adaptativas que visam restabelecer o equilíbrio interno, temos a concepção biológica do estresse.
2.1) Estresse e doença de adaptação
A adaptação ao estímulo agressivo ocorre em três fases: a primeira consiste na reação de alarme. O sistema visceral simpático (SVS) é ativado a todo e qualquer estímulo aversivo. No entanto, quando essa estimulação é repetitiva ou constante, a ativação do SVS torna-se prejudicial ao organismo, uma vez que não permite o relaxamento e o retorno ao equilíbrio das vísceras, correspondendo a uma exaustão continuada, que pode até ser lenta, quase imperceptível.
Mas, a ação do SVS pode ser generalizada e súbita, conhecida pelo nome de síndrome de "Cannon", podendo se instalar um pânico, bastante desequilibrador, diante de um recrutamento maciço das vísceras catabolizantes, que preparam o organismo para o ataque e a defesa.
A reação simpática, seguida de hormônios inflamatórios, corticosteroides, por exemplo a desoxicorticosterona, conhecida DOC, faz-se por aumento da frequência e pressão arterial cardíacas e respiratório e dilatação dos brônquios, permitindo maior circulação de sangue, levando mais oxigênio e nutrientes nos tecidos; contração do baço, mais glóbulos vermelhos no sangue; liberação de glicose pelo fígado na corrente sanguínea, dando mais energia para os músculos e cérebro; maior dilatação pupilar, aumentando o campo de visão; aumento de linfócitos no sangue, para reparar possíveis danos físicos e atacar agentes agressores. Em níveis altos de ativação do SVS há perda da resistência imunológica, tornando-se mais vulnerável às doenças, perda de tecidos estruturais, como massas musculares e ósseas, tornando-as vulneráveis, etc. Estas duas últimas reações são desencadeadas por descargas da medula da supra-renal secretando hormônios corticosteroides. A noradrenalina, num primeiro instante, prepara para o ataque, e quando se passa a liberar a adrenalina, num segundo instante, já está em fase de desencadear a fuga, e quando chega a vez de secretar o cortisol, que é anti-inflamatório, inibidor imunológico etc, começa-se a exaustão.
Tudo começa com ativação do eixo hipotalâmico-hipófise-supra-renal que desencadeia respostas hormonais, consideradas lentas, para adaptação do organismo ao estresse. O estímulo agudo determina a secreção de hormônio corticotropina ao nível do hipotálamo, causando liberação dos hormônios da glândula supra-renal, que agem de volta inibindo o hipotálamo. Estabelece-se então, um mecanismo de feedback negativo das catecolaminas e dos glicocorticóides, atuando sobre o eixo hipotalâmico-hipofisário, para restabelecer o equilíbrio, tão logo cesse a ameaça.
Mas, se a frequência de agressão continua aumentando, ao chegar na base de uma a cada 5 minutos, a escalada continua sem cessar, o organismo mantém seu esforço de adaptação permanentemente. Entra-se em uma segunda fase, a fase de resistência, que se caracteriza pela reação de hiperatividade córtico-supra-renal, sob mediação diencéfalo-hipofisária. Há uma atividade continuada do córtex supra-renal, que pode deslocar o equilíbrio, causando atrofias do baço, do tecido linfóide e de estruturas linfáticas, queda de hormônios de defesa imunológicas, ulcerações e aumento das alergias.
Se os estímulos estressores continuarem agir por muito tempo, a resposta se mantém, mas há uma diminuição da intensidade das respostas, por fadiga. Pode haver falha nos mecanismos de defesa e aí desencadeia-se a terceira fase, a fase de exaustão, acirrando-se a fase de alarme, dificuldade na manutenção dos mecanismos adaptativos, perda de reservas etc, podendo levar à morte. Tanto na reação prolongada ao agressor, ou quando muito intensa, há maior predisposição ao desenvolvimento da doença. As reações de estresse resultam, portanto, em esforços de adaptação. Essas doenças são consequências do excesso de hostilidade ou do excesso de reações de submissão, que vão além de um simples esforço de adaptação, causando úlceras digestivas, doenças renais, perturbações sexuais etc.
O tipo de desgaste à que as pessoas estão submetidas permanentemente nos ambientes e as relações com o trabalho são fatores determinantes de doenças. Os agentes estressores psicossociais são tão potentes quanto os micro-organismos e a insalubridade no desencadeamento de doenças. Tanto o operário, como o executivo, pode apresentar alterações diante dos agentes estressores psicossociais (Cortez-Maghelly,1991; Rodrigues e Gasparini, 1992). Daí se explica a considerável melhora do tratamento psicossomático, associado ao tratamento alopático convencional, em casos como o de câncer (Simonton et al, 1987).
2.2) A dupla origem do medo ou da raiva: fisiológica e social
As respostas emocionais preparam o organismo para enfrentar as situações ameaçadoras. Um animal exibe apenas duas emoções principais: cólera ou medo. Mas o homem pode experimentar três: raiva dirigida para fora (o que equivale à cólera), raiva dirigida para si mesmo (depressão) e ansiedade (motivação punida) ou medo. Existe uma conexão entre as emoções e certas modificações fisiológicas no corpo. A raiva e o medo produzem reações fisiológicas diferentes e diferenciadas entre si. Neste novo contexto, o medo seria consequência de uma exposição excessiva à agressão, originária da raiva inicial, que se esgota no vazio, se não se exercer logo. Os resultados de diversos experimentos sugeriram que a raiva dirigida para fora está associada à secreção de noradrenalina, enquanto a depressão e a ansiedade associam-se à secreção de adrenalina (Funkestein, 1969).
A noradrenalina estimula a contração de pequenos vasos sanguíneos da pele, aumentando a resistência ao fluxo de sangue e a pressão arterial, e pode desencadear o infarto. Por isso o indivíduo se torna pálido. Este mecanismo tem valor adaptativo, quando o indivíduo impulsionado pela raiva no ataque, venha a ter a perder sangue no caso de haver algum ferimento cutâneo. Paralelamente há aumento do fluxo sanguíneo no coração e nos músculos, o que contribui para disponibilizar mais força nos músculos no caso de enfrentamento. Por outro lado, a ação da adrenalina promove exatamente o contrário: a dilatação dos vasos sanguíneos periféricos e o consequente aumento do fluxo de sangue na periferia, não restando opção a não ser o processo de fuga por falta de condições de enfrentamento muscular. É comum relatos de que as pernas falharam na hora certa.
As experiências da infância determinam em grande parte como o homem reagirá sob tensão. Assim, as reações emocionais habituais dos indivíduos possuem uma alta correlação com suas percepções de fatores psicológicos em suas famílias. Dentro deste contexto, pessoas que crescem em um meio tenso têm grandes possibilidades de desenvolverem respostas semelhantes, tornando-se também estressados, medrosos. O desenvolvimento fisiológico da criança é paralelo ao seu desenvolvimento psicológico, e a relação de noradrenalina para adrenalina é mais alta em crianças mais novas que em crianças mais velhas, que em geral sofrem mais ameaças. Quanto mais nova a criança, menos respostas de medo ela apresenta (Funkestein, 1969).
É importante salientar que senilidade não equivale à velhice. Muitas pessoas jovens, inclusive crianças, podem ser consideradas senis, já que se comportam como tais, apresentando até mesmo mais resposta de medo do que de raiva. E o estresse pode contribuir para que esta situação se agrave, uma vez que constitui um comportamento aprendido, que, sob ameaça permanente, resulta em perda de capacidade de reação. A frequência elevada de agressão não permite que a adrenalina seja convertida em noradrenalina, o que aumenta a ocorrência de respostas de medo.
Por outro lado, a ocorrência do estresse leve pode ser benéfica ao indivíduo, e constitui um importante mecanismo para a defesa do organismo, pois este estado o prepara para o ataque ou para a fuga, beneficiando a sobrevivência e leva à atenção redobrada. Nos níveis baixos de agressão, quando os indivíduos acumularam poucas reações de ataque, predomina a secreção de noradrenalina, e ocorre um aumento de atenção e menos erros. Quando não existia antibióticos, tratava-se a sífilis, infectando o paciente com malária, que provocava a reação do SVS. Mais antigamente, abordavam certas doenças por sangria pela mesma razão. Mas, George Washington, primeiro presidente dos EUA, não resistiu tantas sangrias em tão pouco tempo para tratar de uma dor de garganta e veio a falecer em poucas horas.
As condições de vida do mundo moderno favorecem o permanente estado de alerta do organismo, exaurindo as secreções de noradrenalina e, abortando a reação de síntese no seu precursor, a adrenalina, motivando medo, depressões e fugas. Dessa forma, o grau de estresse pode ser medido através das quantidades de noradrenalina e de adrenalina circulantes no sangue, tornando o homem moderno cada vez mais passivo.
2.3) Interações psicossomáticas e vice-versa na vida
A maioria de nossas tensões e frustrações derivam da necessidade compulsiva de desempenhar o papel do que não somos. Em se tratando de doenças de adaptação, nossa dificuldade em ajustarmos corretamente às situações diversas da vida constitui a própria base dos conflitos causadores de doenças.
O terapeuta auxilia o paciente a compreender como experiências prévias podem causar doenças mentais e mesmo físicas. Todos os médicos sabem o quanto pode beneficiar o paciente com a simples explicação do mecanismo de seus sintomas. A maioria das pessoas deixa de compreender que "conhecer o corpo" tem um valor curativo inerente. Às vezes, quando sofremos de alergias cutâneas, distúrbios intestinais ou palpitações cardíacas, sem maior importância, pode ser o prenúncio de doenças graves através do agravamento de reações psicossomáticas, somente porque ficamos preocupados com o fato de não sabermos o que vai mal e como?
Uma melhor compreensão desse triplo mecanismo de produção de desequilíbrio que perturba a mente ou o corpo, pode auxiliar-nos a restabelecer o equilíbrio, mesmo sem a assistência do médico. Frequentemente podemos eliminar o agente do estresse, desde que reconheçamos a sua natureza, nos ajustando na defesa ativa e evitando medidas de rendição, procurando melhor manutenção de nosso equilíbrio.
Há fortes ligações entre as alterações corporais, somáticas, e atitudes mentais e psíquicas. Uma úlcera do estômago ou elevação da pressão arterial, causadas por perturbações emocionais, são exemplos do caso.
Pouca pesquisa sistemática tem sido feita para estudar o efeito das alterações físicas sobre a mente, sobre o fato de a aparência de equilíbrio facilitar a manutenção do próprio equilíbrio. Um mendigo resistiria melhor ao desgaste do seu dia a dia, ao estresse físico e mental, após tomar um banho, fazer a barba e vestir roupas novas, que facilitariam a reabilitação de sua aparência externa.
As Interações entre reações somáticas e psíquicas, assim como a importância das respostas de adaptação defensiva, foram pouco a pouco reconhecidas antes da descoberta formal. O universo obedecia às leis da relatividade antes de Einstein nos revelá-la, a evolução antes de Darwin, a existência do estresse físico e mental antes de Seyle. O estresse não se tornou significativo após ser dissecado por métodos de pesquisa modernos e seus componentes individuais da resposta ao estresse serem identificados em termos físicos e químicos, mas na medida que a qualidade de vida das populações foi afetada por ele. Isso permitiu usar o conceito de estresse não somente para a solução de problemas médicos, mas ainda como guia para a solução natural de muitos problemas apresentados pela vida cotidiana.
2.4) Solução de conflitos no cotidiano
1. Secreção de hormônio é inevitável, sem obedecer ao racional
Em estado de tensão, nossas glândulas supra-renais produzem em excesso catecolaminas que podem causar uma excitação inicial, o conhecido SAG, que é seguida por uma fase secundária de resistência, em que o equilíbrio precário é mantido. Nesta escalada segue-se a fase de exaustão quando se liberam corticóides. Os três efeitos podem ser de grande valor prático para o corpo: é necessário estar preparado para adotar rapidamente medidas de defesa, mas é igualmente importante administrar as fases de resistência ou exaustão, para evitar danos de prosseguir em regime de tensão.
O estresse estimula nossas glândulas a produzir certos tipos de hormônios, que podem induzir uma certa embriaguez e intoxicação, pela excitação produzida. É necessário maior conhecimento para detectar nosso estado e poder superá-lo. Em todas as nossas ações, no decorrer do dia, devemos verificar, conscientemente, se estamos ou não muito tensos. Verificar o nosso nível crítico de estresse é tão importante quanto testar a nossa quota crítica de bebida. A intoxicação pelo estresse é inevitável, pode-se deixar de beber, mas é impossível evitar o estresse enquanto se viver, e nossos pensamentos conscientes não podem medir os seus sinais de alarme.
2. Uma completa inatividade não combate o estresse, é preciso tomar a iniciativa
Todas as pessoas em atividade demandam mais ou menos repouso, de acordo com as suas características. Todas as reações do corpo são governadas por leis e limitações biológicas. A maneira mais simples de compreendê-los é examinando a forma pela qual afetam as reações de tecidos. Por outro lado, a inatividade, comum não só entre os aposentados, é um mal da modernidade pelo aumento do sedentarismo, onde homens úteis tem-se tornado fisicamente doentes e prematuramente senis, pela obrigatoriedade de uma inatividade em idade em que sua capacidade e condições de atividade são ainda ponderáveis.
Como combater o estresse em uma pessoa ativa: citado na Monografia: Reações autonômicas e hormonais das perturbações psicossomáticas (Revista de Psicofisiologia, 2(1), 1998), pelos seguintes passos:
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1. Compartilhe seus problemas com amigos; 2. Afaste-se da situação estressora. Procure compreender o problema. Então volte a encará-lo para resolvê-lo; 3. Não reprima seus sentimentos. Solte-os no momento e local apropriado; 4. Faça exercícios físicos regularmente; 5. Agende seus compromissos para fazê-los com tranquilidade e eficiência; 6. Faça algo pelo próximo, sinta-se útil; 7. Saiba identificar realmente as prioridades de enfrentamento; 8. Seja realista e estabeleça expectativas de acordo com suas possibilidades; 9. Não se afaste das pessoas quando estiver estressado. Você poderá contar com ajuda delas; 10. Não "rumine" os "sentimentos negativos". Procure substituí-los por sentimentos prazerosos.
3. Como enfrentar o estresse e a importância da diversão:
Parte alguma do corpo não deve ser sobrecarregada desproporcionalmente, durante longos períodos. Qualquer parte sujeita ao estresse envia sinais de alarme, para o estabelecimento de uma resistência coordenada. Pela mesma razão, qualquer reação intensa em determinada parte pode influenciar todo o organismo, desequilibrando vários tipos de atividades biológicas em outras partes do mesmo corpo. Os fatos provados em experiências de laboratório aplicam-se também às atividades diárias do homem, inclusive às suas atividades puramente mentais. Sentindo e analisando nosso estado de estresse devemos sempre considerar não somente a extensão total do estresse no corpo, mas também sua distribuição proporcional entre as várias partes. Se não há proporcionalidade, se há estresse em excesso em qualquer parte, você necessita de diversão, de repousar.
Diversão é o ato de desviar qualquer coisa, um mecanismo biológico, por exemplo, de seu curso natural. Quando a concentração de esforço em qualquer parte do corpo ou na mente não é muito intensa ou crônica, certas diversões moderadas, podem ser eficazes, por exemplo: esportes, dança, música, leitura, viagem, álcool, goma de mascar etc. Estas não atuam basicamente através do mecanismo do estresse e do eixo pituitária-supra-renais, mas promovem a desconcentração de nossos esforços, que sempre nos auxilia a restabelecer o equilíbrio, reduzindo a taxa do estresse.
A diversão é especialmente importante no combate ao estressepuramente mental. Os registros de medicina psicossomática estão repletos de estudos descrevendo a produção de úlceras gástricas, hipertensão, artritismo e toda a sorte de males, pela preocupação crônica em relação a problemas de ordem moral ou econômica. Nada afasta tão eficazmente pensamentos desagradáveis quanto a concentração em pensamentos agradáveis.
Outro importante aspecto da diversão é o desvio da competição entre a memória e a capacidade de apreensão. Tentar lembrar muitas coisas é certamente uma das causas principais do estresse psicológico.
A grande arte é a de manifestar nossa vitalidade através de canais especiais e no ritmo especial que a natureza nos estabeleceu. A diversão, e não o repouso completo, pode ser a melhor solução para uma pessoa que se sente geralmente exausta, embora tenha sobrecarregado temporariamente apenas um dos canais da auto-expressão ou atividade. Em alguns desses casos, paradoxalmente, até mesmo o estresse geral, como por exemplo terapia de choque, ou trabalho extenuante, podem facilitar a equalização e a descentralização de atividades que se tenham tornado habitualmente concentradas em uma parte de nosso ser.
Se nos empenharmos excessivamente, o problema será de estresse geral excessivo. Nesse caso, a única coisa a fazer é repousar. Essa situação não pode ser resolvida mais por diversão ou mais estresse. Aqui, o grande remédio é aprender como apreciar o lazer e como dormir bem.
4. -Como dormir bem?
Uma atividade cansativa, que termina definitivamente, prepara para o repouso e o sono. Mas, aquela que estabelece tensão contínua, nos manterá acordados, porque exaure também os mediadores químicos do sono: serotonina e noradrenalina. A fadiga do trabalho prepara para o sono, pois relaxa; mas, durante a noite, devemos tomar precauções para não sermos acordados pelo estresse. É durante todo o dia que você deve preparar os seus sonhos; senão você sofrerá de insônia. O fato de dormir ou não dependerá muito do que tenha feito durante o dia, mas como o realizamos.
Síntese das recomendações para bem dormir, segundo a neurociência, resumidas em Perguntas e Repostas da Home Page do Laboratório de Psicofisiologia:
A) Durante o dia: não tire sonecas durante o dia, faça exercícios físicos diários, conserve o bom humor, quando usar estimulantes seja moderado, não pense sobre a noite mal dormida e busque solução de problemas;
B) Antes de deitar: desacelere uma ou duas horas antes de deitar e procure relaxar, vá para a cama à mesma hora, cuide que a temperatura da cama seja agradável, fique em silêncio ou ouça música relaxante e em nível suave, não fixe em preocupações ou em conversas difíceis, não force dormir sem sono, pense nas coisa agradáveis e tranquilas evitando emoções fortes, escolhas roupas macias para dormir;
C) Ao deitar-se: vá progressivamente se desligando, respire progressivamente e solte-se, escureça o quarto, procure a melhor posição, pense em descansar e deixar para amanhã os problemas;
D) No geral: não se estresse demais, não trabalhe demais, beba, coma e exercite moderadamente, evite ou cure a depressão, mantenha relações sexuais.
3) AS EMOÇÕES E O EQUILÍBRIO PSICOLÓGICO
A reação psicológica enfatiza a personalidade e os sintomas psicológicos do estresse, tais como alterações de bem-estar, nas emoções, no decurso das funções cognitivas e da execução da ação. Os estímulos ambientais se tornam estressores de acordo com a sua natureza, agressão ou não, e avaliação subjetiva que a pessoa faz deles, atribuindo-lhes ou não importância. Alguns conselhos devem ser seguidos para evitar que esse mal abale profundamente o indivíduo.
Segundo Goleman (1965) devemos equilibrar e não eliminar as emoções, pois, todo sentimento tem seu valor e sentido. Quando as emoções são abafadas demais, criam o embotamento e a distância, mas se são descontroladas tornam-se patológicas, como na depressão, na ansiedade, na raiva e agitação maníaca. O controle de nossas emoções perturbadoras é a chave do bem-estar emocional.
É normal não mantermos o mesmo humor durante todo o dia, podemos comparar nosso bem-estar a uma montanha russa, com várias subidas e descidas. Podemos elevar nosso estado de espírito, fazendo algo que nos dê prazer, como uma boa leitura, uma viagem, assistir televisão, ou um bom passeio, dependendo da vontade de cada um.
Temos pouco ou nenhum controle sobre quando somos arrebatados pela emoção, mas caso sejamos arrebatados por uma emoção de grande intensidade e causadora de grandes mudanças no nosso humor, devemos procurar um ambiente tranqüilizador, porque geralmente esses estados passam com o tempo e com um pouco de paciência. Abordaremos alguns casos abaixo.
3.1) A ira e seu gatilho
A ira é um exemplo de emoção intensa. Existem vários tipos diferentes de ira. É o estado de espírito mais difícil de controlar e de longe a mais sedutora das emoções negativas, podendo ser desencadeadas por agressão, violência e vingança, que ativam a reação das vísceras e o cérebro para se preparar para a reação. Se o pensamento furioso que alimenta a ira for evitado, não desencadeará tal emoção negativa. Uma maneira de desarmá-la é avaliar e contestar as idéias que dispararam o seu surto. Outra é a distração, por exemplo: sair, caminhar, relaxar etc também é um poderosíssimo artifício moderador do estado de espírito.
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3.2) O funil: preocupação, ansiedade, fobias, insônia etc
A preocupação é o núcleo de toda ansiedade, pois põe em dúvida certa realização. A imagem catastrófica, que tenha sido memorizada, dispara o ciclo da preocupação. A função da preocupação é manter em alerta sobre os perigos da vida, procurando soluções antecipadas, prevendo-os antes que surjam. Tornam-se graves quando as preocupações são crônicas, repetitivas, daquelas que se reciclam eternamente e jamais se aproximam de uma solução positiva. Quando esse ciclo de preocupações aumenta pode gerar fobias, obsessões, compulsões, ataques de pânico etc.
A ansiedade decorrente das preocupações pode gerar insônia, comer demasiadamente, ou o contrário, comer pouco demais etc. Duas formas de preocupações se destacam: uma cognitiva, com idéias preocupantes, e outra somática, como sintoma de suor, coração disparado, tensão muscular etc.
As preocupações podem ser detidas desviando-se a atenção delas, ajudando assim ao retorno do sono e das atividades diárias equilibradas. Como no caso da ira, a ansiedade pode ser evitada através de relaxamento, distração etc. Em casos extremos, usam-se instrumentos mais poderosos como medicação até viabilizar finalmente a terapia, ao atingir o autocontrole.
3.3) Melancolia, estresse e velhice versus adaptação à vida
A melancolia é sintomática no caso de baixa estima e introduz idéias perturbadoras, como no caso da ansiedade, invadindo nosso estado de espírito. Ocorre geralmente após uma perda afetiva e tem um lado positivo já que impõe uma espécie de retiro reflexivo das atividades da vida.
É muito comparada ao luto e à depressão, onde a vida fica literalmente paralisada. A doença se manifesta através de um grande senso de inutilidade, ausência de alegria, confusão e lapso de memória. Temos também como sintoma a insônia, apatia, agitação nervosa, perda do prazer de comer, desaparecimento da esperança, desespero, sendo descrito como uma dor tão grande, que pode levar ao suicídio. Como nos outros casos, a distração é a solução, lembrando que tal emoção passa com o tempo.
Em suma, o estressado fica com o sistema de defesa do organismo enfraquecido, portanto mais propenso a sofrer melancolia. Ficar atentos à alimentação e às nossas emoções mantem um certo equilíbrio na nossa saúde física e mental. Devemos praticar esportes, deixar de lado os problemas do trabalho no próprio local, evitar situações que nos deixem nervosos e cultivar o hábito de ter tempo para si mesmo.
O fato de não vermos, não torna o estresse menos real. É a soma de todo o desgaste causado por qualquer tipo de reação vital, através do corpo, a qualquer momento. O estresse atua como denominador comum de todas as alterações biológicas que se processam no corpo. Sendo assim, o verdadeiro envelhecimento fisiológico é determinado pelo desgaste a que o corpo tem sido exposto. A melancolia não escolhe idade, podendo atingir crianças e idosos.
Um homem pode ser muito mais senil aos 40 anos, física e mentalmente, que outro aos 60 anos. Isso dependerá do seu grau de desgaste ou inatividade. Não é verdade que a vida é essencialmente um processo, que gradualmente se perde, a partir de uma certa quantidade de energia de adaptação, que herdamos. Nem a vitalidade é como se fosse um tipo especial de depósito bancário, que seu único controle sobre essa fortuna é o ritmo com que você faz as retiradas. Sabe-se que a atividade revitaliza as pessoas a partir do cérebro, sem contar com as recuperações genéticas de certas doenças, que se prenunciam como a de Alzheimer, Parkinson etc, que poderão levar o homem a viver mais de 200 anos.
Mas, as experiências de atividades, que resultam em grande estresse, deixam cicatrizes que podem não se apagar, se a demanda de reservas de adaptabilidade não se restabelecerem. O repouso não repõe estas demandas, a não ser, quando se trata de uma fadiga aguda. Após experiências exaustivas, os constantes períodos de estresse e repouso, através de toda a vida, acarreta pequenos defeitos de energia de adaptação que vão sendo acumulados dia a dia. Uma proporção sempre crescente de seres humanos é vítima das denominadas doenças de desgaste, que são basicamente originadas pelo estresse.
Na verdade, o homem quase nunca morre de velhice, ou seja, morrer quando todos os órgãos do corpo teriam sido proporcionalmente gastos, meramente pelo fato de terem sido usados por muito tempo. Ao contrário, morrem porque uma parte vital do corpo foi gasta prematuramente em relação ao resto do corpo.
Segundo Selye (1965), devemos então, equalizar o estresse em todo o ser, não sobrecarregar partes específicas do organismo, mas fazer uma freqüente transferência do trabalho de uma parte para outra. O indivíduo tem determinada bagagem genética, porém, as demandas feitas pelo meio externo exercem forte influência, especialmente resultantes do estresse ao qual sua adaptabilidade é exposta durante todo o curso da vida. As demandas da vida contemporânea impõem constantemente: tensões mentais, frustrações, sentimentos de insegurança e muitas vezes a falta de objetivos. Estes fatores estão entre os mais importantes desencadeadores de estresse. Faz-se necessário uma maior compreensão social a respeito de formas de conduta que possam melhorar a vida dos indivíduos.
A vida é então um constante dar e vir e como Selye nos afirma: é especialmente um processo de adaptação às circunstâncias em que subsistimos. O segredo, da saúde e da felicidade, reside no ajustamento e participação bem-sucedida às condições deste mundo, perpetuamente em processo de modificação.
4) REAÇÕES SOCIAL E PSICOLÓGICA AO ESTRESSE
A reação sócio-psicológica ao estresse é determinada pelo modo como a sociedade está organizada, cabendo a cada um se controlar, através da redução do número de exposições à agressão. Assim, a sociedade ocidental, caracterizada pela industrialização, pelo consumo e pela concorrência, especifica os tipos de relações que serão mantidas e as exigências que deverão ser cumpridas, gerando condições mais ou menos estressantes de trabalho, das estruturas familiar e social.
O estresse surge quando a pessoa julga não estar sendo capaz de cumprir as exigências sociais, sentindo que seu papel social está ameaçado. Então, o organismo reage de modo a dominar as exigências que lhe são impostas. Entretanto, no mundo moderno, não é socialmente aceitável que o estresse cumpra sua função natural de preparar o indivíduo para a fuga ou para a luta. Tal reação seria considerada inadequada do ponto de vista da adaptação dos seres humanos ante um mundo cheio de conflitos e de pseudo-harmonia. Assim, o homem, ao confrontar-se com um estímulo estressor no trabalho é impedido de manifestar reação, ficando prisioneiro da agressão ou do medo, e é obrigado a aparentar um comportamento emocional ou motor incongruente com sua real situação neuroendócrina. Se durar tempo suficiente essa situação de discrepância entre a reação apresentada e o estado fisiológico real, ocorrerá um elevado desgaste do organismo, o que pode conduzir às doenças.
Confirmando a capacidade dos estímulos psicossociais característicos da vida moderna de desencadear o estresse, observou-se na urina o aumento da secreção de catecolaminas durante o período de exames de estudantes nas universidades.
Alguns estímulos foram classificados, segundo o tempo necessário para produzirem estresse, em estressores de curto prazo e de longo prazo. Entre os estressores de curto prazo temos o fracasso, a carga de trabalho, a pressão de tempo, ameaça, indução do medo etc e, a longo prazo, as situações de competição, serviços em zonas de perigo, trabalho monótono etc.
4.1) Estresse e qualidade de vida
O desenvolvimento acelerado nas áreas de tecnologia é um produtor de estresse potencial de grande monta. O fenômeno do consumo atinge todas as classes econômicas nunca visto na história humana. A fim de manter o poder aquisitivo para o consumo, o ser humano muitas vezes extrapola na competição e na tentativa de mais ganhar e possuir mais. Assim a qualidade de vida é confundida com a quantidade. Este processo tem repercussões para a qualidade de vida do ser humano, pois aspectos importantes da saúde e do viver são relegados a categoria de baixa prioridade.
Toda mudança que exige adaptação por parte do organismo, causa um certo nível de estresse. Portanto existem fontes de estresse internas e externas. As fontes internas são mais fáceis de serem identificadas como: as reações à morte, separação, emprego etc. O organismo tem capacidade de adaptação após uma situação estressante, mas se estas ocorrem em grande quantidade num curto espaço de tempo há uma excessiva demanda de energia adaptativa, o que induz a um nível de estresse excessivo, podendo acarretar problemas físicos e psicológicos.
O modo de perceber e reagir aos acontecimentos é que determina a reação final do indivíduo frente a situações de vida. Isto sugere que não é a situação em si que leva ao estresse, mas a reação que se tem frente a ela e o modo de percebê-la. Portanto, é difícil manter o equilíbrio no mundo atual, e o bem-estar do organismo fica de lado diante das aspirações de crescimento individual, que acaba sendo absorvido pelo trabalho.
4.2) A influência da cultura nas respostas psicossomáticas
As práticas e os significados partilhados nos grupos sociais formam o processo cultural, que tem permanência de tempo, caráter de coletividade e continuidade, realizando a construção da realidade. Uma cultura adquire conformação e caráter específicos graças à coerência de suas instituições sociais, as quais garantem sua continuidade.
As características da cultura representam potencialidades adaptativas e estressoras. O homem não é apenas o produtor da cultura. Esta interfere no biológico, como por exemplo, africanos removidos violentamente de seu continente, na época da escravidão, perdiam a motivação para viver fora de seu contexto cultural e padeciam do mal chamado "banzo", traduzido como semelhante à "saudade". Ocorria também um alto índice de suicídios entre os negros escravizados. Dessa forma as respostas psicossomáticas sofrem influências diferentes em cada cultura ou subculturas.
Os processos psicossociais são constituídos, em parte, por percepções e atitudes dos indivíduos e, em parte, por elementos culturais que direcionam os vínculos. Por exemplo, os critérios específicos sobre saúde, doença, trabalho, são constituídos pela cultura e transformados pelos indivíduos. A cultura é edificada a partir do meio ambiente, que corresponde ao mundo externo e à realidade imediata. Esta realidade é decorrente da vida cotidiana e subjetivamente dotada de sentido para os homens, na medida em que forma um mundo coerente.
Foram identificados como aspectos culturais estressantes o uso acentuado de tabus, saturação de valores, instabilidade de modelos culturais, privação de vida social e rigidez de normas. As pessoas julgam ter livre arbítrio para suas escolhas e se esquecem do controle que a cultura imprime sobre seus comportamentos. Este controle muitas vezes já está tão introjetado que passa imperceptível em algumas situações. E o estresse ocorre sem que o indivíduo perceba a sua gênese cultural.
4.3) As relações empresa-pessoa
Toda empresa é um conjunto sociocultural organizado para realização de serviços e implica num sistema de redes, status e papéis. A coordenação das atividades é possibilitada através da divisão do trabalho, hierarquia, autoridade e responsabilidade. Tais atividades visam à satisfação das necessidades organizacionais, mas dependem da eficiência dos indivíduos.
Na cultura empresarial o indivíduo é visto de forma incompleta, apenas com habilidades específicas para a realização de tarefas. Assim, durante a relação indivíduo-empresa, há uma cisão do comportamento: de um lado a força de trabalho com subordinação às regras da empresa, de outro o vivenciar, as emoções, a vida individual.
O processo de firmar contrato de trabalho caracteriza-se por acatar às normas, valores e procedimentos comuns e coletivamente aceitos naquela organização. "O homem organizacional" leva toda sua potencialidade psíquica, física, social, mental; suas características anatômicas, fisiológicas, e sensitivas para o espaço da empresa.
O contrato psicológico de trabalho caracteriza-se por um conjunto de expectativas que se estabelecem entre o indivíduo e a empresa à respeito das responsabilidades, remuneração, benefícios etc. Este é um fator decisivo no processo de adaptação do indivíduo na empresa e que, no entanto, são geralmente propostos por empresas em forma de modelos estatísticos e limitados, visando um enquadramento homogêneo ao cargo ou função. Estas expectativas e proposições informais ficam encobertas e só emergem em momentos de crise ou intervenções específicas, em programas de mudança organizacional, referentes às respostas psicossomáticas. A empresa tradicional não pretende adaptar o trabalho para o homem e sim este para o trabalho, criando-se um hiato cada vez maior entre eles no exigente mundo contemporâneo.
O grupo de trabalho gera redes de influências derivadas da cooperação, competição etc e redes de afetos entre as pessoas com as quais se convive. Para a estabilidade dinâmica do grupo deve haver equilíbrio. Deve existir reciprocidade no grupo. É uma expectativa constante. Se a regra de trabalho na empresa é não parar a produção, quando ocorre essa quebra em função de doença, estabelece-se uma suspensão da reciprocidade. Portanto, a relação empresa-pessoa será mais ou menos conflituosa quanto maiores forem as diferenças de expectativas rígidas entre a empresa e o empregado.
Mesmo diante desses dados, o aparecimento de problemas no indivíduo é ainda pouco previsto antes do vínculo empregatício. A vida moderna, as condições atuais do trabalho, a cobrança da produtividade e qualidade total tornam o trabalho casa vez mais estressante e insensível às condições humanas. A maioria das empresas coloca a produção como o mais importante, como o objetivo que deve ser cumprido a qualquer preço. Os trabalhadores sacrificam finais de semana, feriados e fazem hora-extra para conseguir concluir a demanda das empresas, sem recompensa adequada. Isto gera um nível muito grande de ansiedade no trabalhador, pois ele se vê privado de seu lazer, de sua vida familiar, de seu descanso, para dar conta do
trabalho. Como consequência há um aumento no índice de doenças psicossomáticas relacionadas com o trabalho.
O homem não pode ser colocado no mesmo patamar que as máquinas para execução do trabalho. O lazer e o descanso são primordiais para a manutenção da qualidade de vida e da saúde.
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